Alekia: mudanças entre as edições
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Edição das 17h00min de 14 de janeiro de 2026
Descrição
Panorama do Reino de Alekia
Alekia é ao mesmo tempo um reino e uma cidade, um território e um símbolo. Seu nome ecoa tanto nas florestas quanto nas muralhas, pois tudo no reino converge, de alguma forma, para sua capital homônima. Vista de longe, Alekia parece um lugar próspero e estável — e, em muitos aspectos, realmente é. Mas essa estabilidade não é natural. Ela é mantida.
Clima e Sensação da Terra
Todo o território de Alekia está inserido em um clima temperado, marcado por estações bem definidas, porém moderadas. Não há extremos frequentes. Os verões são amenos, os invernos raramente cruéis, e as transições entre estações são suaves.
Essa previsibilidade climática moldou o reino:
- Facilitou a agricultura
- Permitiu estradas antigas e duradouras
- Favoreceu assentamentos permanentes
Há, contudo, uma exceção notável: uma região específica do reino onde a neve cai durante todo o ano, independentemente da estação. Esse local rompe o padrão natural de Alekia e é tratado com cautela, curiosidade e silêncio.
Florestas e Vegetação
Alekia é amplamente coberta por florestas de árvores frondosas e copas largas. Diferente de matas fechadas e opressivas, essas florestas possuem caules espaçados, permitindo a passagem de carroças, tropas e viajantes — especialmente nas regiões próximas à capital e às cidades vassalas.
Essas florestas são verdes, antigas e belas, mas não ingênuas.
- Próximo às cidades, são patrulhadas e relativamente seguras.
- Mais distantes, tornam-se silenciosas, densas e estranhamente atentas.
- Em suas profundezas, trilhas desaparecem, ruínas surgem onde não deveriam existir e criaturas evitam a luz.
É comum ouvir que a floresta de Alekia observa — uma crença popular que mistura superstição e experiência real.
Campos, Estradas e Vida Rural
Entre florestas e colinas estendem-se campos férteis, responsáveis por sustentar o reino. Grãos, frutas, mel e uvas crescem em abundância, formando a base da economia local.
As estradas principais são antigas, largas e bem mantidas. Muitas seguem traçados estabelecidos ainda nos primeiros séculos do reino, marcadas por pedras com inscrições élficas já desgastadas pelo tempo.
Vilarejos surgem em clareiras, margens de rios e próximos a antigas torres ou ruínas reaproveitadas. Quanto mais distante da capital, mais simples e defensivas se tornam as construções.
A Capital Alekia na Paisagem
A capital Alekia ergue-se como o coração visível do reino. Sua arquitetura mistura elegância élfica com solidez humana:
- Torres curvas
- Muralhas integradas à paisagem
- Jardins e árvores incorporados à estrutura urbana
No centro da cidade ergue-se o Castelo de Alekia, construído diretamente sobre a maior fenda demoníaca conhecida. Mesmo quem ignora essa história sente algo estranho ao se aproximar — uma pressão sutil, quase imperceptível, no ar.
Na entrada do castelo, a estátua colossal da rainha Alekia, derrotando demônios com sua lança, domina a paisagem urbana. Ao redor dela, uma vasta praça arborizada serve como centro cívico, ritualístico e simbólico do reino.
O Que Existe Sob Alekia
Poucos falam abertamente, mas muitos sussurram: Alekia não termina no solo.
Espalhadas pelo reino existem ruínas, cavernas e estruturas antigas que, segundo rumores populares, não levam apenas a túneis colapsados. Fala-se de um mundo subterrâneo vasto e impossível de mapear, onde caminhos mudam, câmaras surgem e desaparecem, e o espaço não obedece à lógica da superfície.
Para o povo, são histórias exageradas. Para alguns poucos, são caminhos reais.
Nesse mundo abaixo:
- Criaturas errantes vagam sem nunca ter visto o sol
- Civilizações secretas sobrevivem longe da superfície
- Portais mágicos conectam regiões distantes de Relas
- Ruínas demoníacas permanecem ativas ou adormecidas
Nem tudo foi selado. Nem tudo pode ser.
Historia
Antes do Reino: A Invasão Demoníaca
Antes de Alekia existir como reino, a região foi um dos principais palcos da Invasão Demoníaca. Fendas se abriram no solo, permitindo a entrada de demônios em grande número. Fortalezas demoníacas foram erguidas, muitas das quais hoje existem apenas como ruínas espalhadas pelo território.
A maior dessas fendas — impossível de ser fechada definitivamente — localizava-se onde hoje está a capital.
O território era fragmentado, instável e condenado à destruição caso nenhuma resposta coordenada surgisse.
A Aliança Élfico-Humana
Diante da ameaça existencial, elfos e humanos formaram uma aliança inédita, unindo forças militares, magia e conhecimento celestial. Essa união não foi apenas estratégica, mas também simbólica.
O ápice dessa aliança foi o casamento entre:
- Alekia, uma líder élfica,
- Leonard, um líder humano.
Esse ato selou politicamente a aliança e marcou o nascimento de algo novo: um reino concebido para vigiar o abismo, não apenas para governar terras.
Fundação do Reino de Alekia
Após a contenção inicial da Invasão, decidiu-se erguer uma cidade e um castelo diretamente sobre a maior fenda demoníaca, transformando o ponto de maior ameaça em um ponto de vigilância permanente.
Assim nasceu:
- O Reino de Alekia
- A capital Alekia
- O Castelo-Selo
Desde o início, Alekia não foi pensada como um reino expansionista, mas como um reino de contenção, vigilância e estabilidade.
A Vitória e o Mito da Rainha Alekia
Alekia tornou-se símbolo da vitória contra os demônios. Sua imagem empunhando uma lança, derrotando criaturas demoníacas, tornou-se central na identidade do reino.
A estátua erguida na entrada do castelo não celebra apenas uma batalha vencida, mas um compromisso contínuo:
Os demônios foram derrotados — mas não destruídos.
A Linhagem Especial e o Decreto Antidinástico
Da união entre Alekia e Leonard surgiu uma linhagem rara de meio-elfos, distinta dos meio-elfos comuns:
- Mais longevos
- Aparência quase humana
- Sem poderes sobrenaturais relevantes
Percebendo o risco de guerras dinásticas, a própria rainha Alekia decretou que:
- O sangue real não define sucessão
- A legitimidade de governantes deve vir da capacidade de proteger o reino e manter o selo
Esse decreto moldou profundamente a história política de Alekia e evitou conflitos internos ao longo dos séculos.
Consolidação do Reino e Tolerância Racial
Alekia tornou-se conhecida como um dos reinos mais tolerantes racialmente do continente. Meio-elfos, elfos, humanos e outras raças humanoides passaram a coexistir oficialmente como cidadãos.
Essa tolerância não surgiu por idealismo puro, mas por necessidade histórica: sobreviver exigia cooperação.
Institucionalização da Vigilância
Com o passar das gerações, Alekia criou instituições permanentes para manter sua função histórica:
- Os Lanceiros de Alekia, elite militar inspirada no estilo da rainha.
- A Casta do Selo, ordem arcana dedicada a estudar, conter e combater ameaças demoníacas.
Ambas surgiram para garantir que a Invasão jamais fosse esquecida.
O Subsolo e as Ruínas Esquecidas
Embora a maior fenda esteja sob a capital, o território inteiro de Alekia repousa sobre múltiplas camadas subterrâneas fragmentadas:
- Ruínas demoníacas soterradas
- Cavernas naturais
- Estruturas antigas de origem desconhecida
Ao longo da história, muitas dessas áreas foram seladas, abandonadas ou esquecidas, mas nunca completamente erradicadas.
A Praga dos Ratos e o Senhor dos Mil Dentes
Desde tempos antigos, Alekia sofre com uma infestação persistente de ratos. Ao longo das gerações, isso deu origem à figura do Senhor dos Mil Dentes, tratado pelo povo como lenda urbana.
Cultos fragmentados surgiram ocasionalmente, sempre tratados como ameaças menores — embora jamais tenham sido totalmente eliminados.
O Nome Proibido: Myrrakel
Em registros arcanos antigos, o nome Myrrakel aparece como o de uma entidade poderosíssima e elusiva, não classificada como deus menor.
A Casta do Selo reconhece o nome e o teme, mas não possui informações suficientes para associá-lo oficialmente a qualquer culto ou fenômeno específico.
Expansão, Vassalos e Estabilidade
Com o tempo, Alekia consolidou cidades vassalas ao seu redor. O reino tornou-se próspero, com agricultura estável, comércio ativo e uma capital centralizadora.
Apesar disso, Alekia jamais perdeu sua característica fundamental:
prosperar enquanto vigia algo que não pode ser destruído.
A Questão do Leste (≈ 10 anos atrás)
Cerca de dez anos atrás, gigantes invadiram as fronteiras orientais, destruindo cidades vassalas.
A ameaça só foi contida graças a uma aliança com orcs druidas, guardiões de antigos círculos naturais.
Como pagamento:
- Terras do leste foram cedidas aos orcs
- Um embaixador orc passou a residir no castelo
A decisão encerrou a invasão, mas plantou ressentimento profundo dentro do reino.
Cidades
Alekia (Capital)
Natureza e Papel da Capital
Alekia é simultaneamente o nome do reino e o nome de sua capital, refletindo sua função centralizadora. A cidade não é apenas a sede política, mas o coração histórico, simbólico e estratégico de todo o território.
Tudo em Alekia foi pensado para vigiar, conter e administrar — não apenas governar. A cidade existe porque algo precisava ser mantido sob controle.
Origem e Fundação
A capital Alekia foi construída deliberadamente sobre uma das maiores fendas demoníacas abertas durante a Invasão Demoníaca. Essa fenda não pôde ser fechada, apenas selada.
A escolha do local teve um propósito claro:
- Transformar uma ameaça em ponto de vigilância permanente
- Impedir que a fenda fosse esquecida ou abandonada
- Vincular o destino da cidade à responsabilidade de manter o selo
A cidade cresceu ao redor do selo, não sobre um terreno aleatório.
O Castelo de Alekia (Castelo-Selo)
No centro da capital ergue-se o Castelo de Alekia, construído diretamente sobre a fenda demoníaca.
Ele cumpre múltiplas funções:
- Sede do poder político
- Fortaleza militar
- Estrutura ritualística permanente
O selo é mantido por:
- Rituais contínuos
- Runas élficas antigas
- Artefatos de origem celestial
Há rumores persistentes de que partes subterrâneas do castelo são mais antigas que o próprio reino, reaproveitadas de estruturas anteriores à Invasão.
Mesmo pessoas sem conhecimento arcano relatam uma sensação de pressão sutil ao se aproximar das áreas mais internas do castelo.
A Estátua da Rainha Alekia e a Praça Arborizada
Na entrada principal do castelo ergue-se uma estátua colossal da rainha Alekia, visível de vários pontos da cidade.
Ela é retratada:
- Avançando com serenidade
- Empunhando sua lança lendária
- Derrotando demônios caídos a seus pés
A estátua é o maior marco da vitória contra as forças demoníacas.
Ao redor dela estende-se uma grande praça arborizada, composta por jardins, árvores de pequeno e médio porte, canteiros ritualísticos e amplos espaços de convivência.
A praça é usada para:
- Cerimônias cívicas
- Celebrações históricas
- Rituais da Casta do Selo
Para o povo, o simbolismo é claro: enquanto a rainha permanecer de pé, os demônios permanecerão afastados.
Arquitetura e Urbanismo
Alekia apresenta uma fusão clara entre arquitetura élfica e humana.
Características marcantes:
- Torres elegantes e curvas
- Muralhas integradas à paisagem
- Jardins e árvores incorporados às construções
- Uso predominante de pedra clara e madeira trabalhada
A cidade cresce de forma concêntrica a partir do castelo, com distritos bem definidos, ainda que interligados.
Mesmo bairros mais humildes seguem algum grau de planejamento urbano.
População e Convivência Racial
A capital é um dos centros urbanos mais diversos do continente.
Vivem em Alekia:
Humanos
- Elfos
- Meio-elfos (em grande número)
- Orcs (especialmente ligados à embaixada druídica)
- Outras raças humanoides
A convivência é geralmente funcional, mas tensões recentes vêm crescendo, alimentadas por:
- Movimentos xenofóbicos
- Ressentimento contra os orcs do leste
- Medo de infiltrações demoníacas
Instituições Principais
Guarda Real e Ordem da Lança
A sede dos Lanceiros de Alekia está na capital.
- Elite militar do reino
- Estilo de combate baseado na rainha Alekia
- Uso de lanças de madeira negra com ponta de ferro frio
A Chefe da Guarda é Alana Icespirit, descendente da linhagem especial de Alekia. Seu pai, Eldric Icespirit, ex-líder da guarda, permanece vivo e respeitado. Seu irmão bastardo, Ayrk Icespirit, treinado como lanceiro, atua atualmente como aventureiro.
A Casta do Selo
A Casta do Selo possui sua sede principal na capital.
- Especialistas em demonologia, abjuração e selamento
- Autoridade legal para investigar qualquer cidadão
- Respeitados tanto quanto os Lanceiros
Reconhecem, em sigilo, que:
- O selo não é eterno
- Demônios já se infiltraram na população
Escola de Bardos
Existe uma escola de bardos reconhecida, dedicada à música, retórica e diplomacia.
Secretamente, parte da escola é financiada pela Guilda dos Ladrões, ensinando furtividade, espionagem e manipulação social.
Guilda dos Ladrões
A Guilda dos Ladrões de Alekia é uma das maiores de Relas.
- Profundamente enraizada na cidade
- Influente no submundo urbano
- Evita confrontos diretos com o poder real
Escolas de Magia
Há registros e rumores de antigas escolas de magia ligadas à capital.
- Algumas desapareceram
- Outras podem estar seladas ou deslocadas
- Não se sabe quantas ainda existem de fato
Cultura Urbana
Na capital:
- Fora da corte, não há casamentos formais
- Relações são abertas e baseadas em responsabilidade compartilhada
- Filhos são sempre responsabilidade conjunta dos pais
A corte real é estritamente monogâmica por lei.
O instrumento musical símbolo da cidade é o hurdy-gurdy, presente em praças, tavernas e cerimônias oficiais.
Economia e Culinária
Alekia é um polo comercial importante.
Destaques:
- Comércio de vinhos e hidromel
- Produção e circulação do melomel de uva, orgulho do reino
A culinária urbana é considerada exótica, misturando tradições élficas e humanas, com fermentações incomuns e sabores intensos.
Subsolo Urbano da Capital
Sob a capital existe uma rede urbana de hidrovias e esgotos, construída ao longo de séculos.
Essa rede inclui:
- Canais de drenagem
- Hidrovias artificiais
- Túneis de manutenção
- Esgotos antigos ampliados
- Algumas galerias são amplas o suficiente para pequenas embarcações.
Poucas dessas passagens:
- Conectam-se a cavernas fora da capital
- Servem como rotas antigas de emergência
A Guilda dos Ladrões usa amplamente essas galerias como:
- Rotas de fuga
- Contrabando
- Esconderijos
- Pontos de encontro
A Guarda e a Casta do Selo conhecem apenas partes da rede.
Sensação Geral da Capital
Para visitantes, Alekia parece:
- Bela
- Antiga
- Próspera
Para quem vive ali:
- Vigilante
- Silenciosa demais em certos pontos
- Repleta de regras não escritas
A capital não vive em paz. Ela mantém algo afastado do mundo — todos os dias.
Personalidades Locais
Pedra Rasa
Shael’Vren
Shael’Vren é uma vila drow de refugiados, formada por exilados e dissidentes de diversas cidades subterrâneas. Não possui pretensões imperiais, religiosas ou expansionistas, existindo primariamente como um refúgio autossuficiente, fora das rotas tradicionais de poder.
A vila segue a estrutura social matriarcal típica drow, sendo governada por uma líder única, assessorada por um círculo restrito de figuras de prestígio. A autoridade em Shael’Vren é pragmática e funcional, baseada em mérito, capacidade de liderança e proteção da comunidade, não em linhagem formal ou títulos herdados.
Atualmente, Shael’Vren é liderada por Nyssara Vel’Shaen. Abaixo de sua liderança, Evanthir Ward Dragonfly, ocupa uma posição formal de alto prestígio e influência, atuando como conselheiro estratégico e figura de autoridade reconhecida. Embora subordinado à liderança central, seu papel é relevante na tomada de decisões sensíveis e na estabilidade interna da vila.
Os descendentes de Nyssara Vel’Shaen e Evan Dragonfly são reconhecidos como parte integrante da comunidade de Shael’Vren. Sua existência representa a continuidade política e social da vila, sendo tratados como membros legítimos da estrutura futura, ainda que sem títulos formais no presente.
Shael’Vren mantém uma política de isolamento deliberado. Não participa ativamente das disputas entre reinos da superfície, tampouco busca reconhecimento formal. Sua localização não é amplamente divulgada, e o contato com forças externas ocorre apenas quando estritamente necessário.